quarta-feira, 6 de maio de 2009

Massagem do Tórax

O tórax é uma caixa óssea constituída por costelas, que são ossos em forma de semicírculo, com uma extremidade articulada à coluna vertebral e a outra ao esterno. Ele contém dois órgãos cujo valor regula diretamente o rendimento físico, o coração e os pulmões. O valor funcional do coração e dos pulmões dependem muito da estrutura da caixa torácica, um peito estreito e anquilosado não pode conter bem o coração e ainda menos efetuar respirações profundas. No entanto, logo que o tórax se desenvolve, se alarga, se torna flexível, os pulmões se desenvolvem paralelamente, e o coração se libera.
Quando o tórax está na posição de repouso, as costelas ficam em posição oblíqua, inclinadas para baixo. Durante a inspiração forçada, sob a influência das contrações musculares, as costelas se levantam até ocupar uma posição quase horizontal. Quando as costelas estão levantadas o diâmetro do peito aumenta sensivelmente e, por conseguinte, a capacidade do tórax é muito maior, é graças a esse aumento que se faz a entrada de ar no interior dos pulmões.


Como o jogo articular não se executa nunca em toda a sua extensão, produzem-se anquiloses parciais que limitam consideravelmente os movimentos de abaixamento e levantamento.
A prática de atividades físicas pode agir sobre a caixa torácica, ao fazer passar para os músculos uma corrente sangüínea considerável, faz trabalhar o coração de maneira intensa, levando por conseguinte ao desenvolvimento de seu volume e de sua força.
Os processos de desenvolvimento torácico consistem essencialmente na ginástica respiratória e na ginástica de desenvolvimento dos músculos do pescoço, das costas e do peito. É um processo que dá notáveis resultados.
A massagem do tórax, mobilizando as costelas, obrigando-as a se levantar e se abaixar sobre uma extensão cada vez maior, e forçando a pessoa a respirar segundo uma cadência adaptada aos movimentos da massagem, educa a função respiratória, a ponto de, durante os maiores esforços, as respirações profundas poderem ser feitas de maneira instintiva. Sendo então uma técnica de indispensável conhecimento e aplicação de todo o bom massagista.


Referência Bibliográfica:
Ruffier, Dr J.E. Guia Prático de Massagem, 5° edição, Rio Janeiro, 1996.

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