segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O equilíbrio no toque das mãos


Massoterapia ganha espaço com mercado voltado para a saúde, esporte, beleza e também relaxamento

O massoterapeuta é o profissional que atua na recuperação e reabilitação estética, terapêutica e desportiva de pacientes/clientes, através de manobras massoterápicas específicas. Suas funções incluem a educação postural, a aplicação de manobras e procedimentos de prevenção de sequelas, os procedimentos e manobras massoterápicas de reabilitação física e a organização e gestão do próprio processo de trabalho. Ele é aquele especialista que pode diagnosticar o que se passa em qualquer parte do corpo. O toque sensível de suas mãos vai no ponto exato e detecta o que se passa.
Atualmente o massoterapeuta atua nos serviços de bem-estar e de saúde. Algumas prefeituras já fazem concurso para que este profissional possa trabalhar nos ambulatórios municipais. 
De acordo com Rogério Pires da Silva, professor de educação física e especialista em Naturopatia e Massoterapia Clínica, além de ser diretor da Associação Brasileira de Massoterapia Clínica (Abramc), a demanda por profissionais da área é grande: a cada dia mais pessoas têm procurado os serviços de massoterapia. 
“Nunca o mercado esteve tão aquecido. A massoterapia passou a entrar na área da saúde e são vários os campos de atuação:  desporto, estética, ambulatorial, bem-estar, atendimento geriátrico e terapêutico,” enumera Rogério.
O especialista conta que  a prática do esporte foi o fator primordial para sua inserção no mercado. 
“O maior incentivo para minha entrada na carreira foi a prática de artes marciais especificamente, onde obtive contato com o shiatsu, e logo depois com a massagem sueca, o que mudou minha visão, pois a massoterapia sempre foi vista no Brasil como técnica para relaxamento, mas é um equívoco, pois seus efeitos são muito maiores. Atualmente trabalho com massoterapia clínica graças a essa experiência inicial,” revela Pires.
De acordo com o diretor da Abramc, o mercado está carente de profissionais habilitados. Rogério lamenta que profissionais de outras áreas estejam migrando para o setor de terapia manipulativa.  
“Existe um movimento para criação de uma federação para compor uma estrutura da profissão e com isso, trazer melhorias para carreira de massoterapeuta”, comenta .
O massoterapeuta afirma que, atualmente, o profissional da área conquistou mais respeito, mas lembra o tempo dos mitos em torno da atividade. Segundo Rogério Pires, a sociedade agora está entendendo o que é e o que faz esse profissional. 
“Confundia-se muito com auxiliar de fisioterapia, esteticista, mas na verdade é outra profissão. A ideia é trabalhar tecidos moles do corpo como auxiliar na postura, trabalhar  tensões musculares, ergonomia. A massoterapia  também  é respeitada  no meio desportivo participando inclusive da regeneração de atletas, o que é visto na equipe do COB (Comitê Olímpico do Brasil)”, esclarece o profissional.

Relaxamento – Rosangela Monteiro de Anchieta também é massoterapeuta e fala de outra vertente da profissão: o atendimento a pessoas que buscam relaxamento para o estresse do dia a dia. Segundo ela, o caminho para se tornar um profissional da área exige preparação intensa. 
“Para ser massoterapeuta é necessário fazer o curso e logo depois o estágio supervisionado. Lá o profissional aprende a aplicar diversas técnicas terapêuticas manuais como massagens, alongamentos, respirações, etc. Muitas das técnicas utilizadas são baseadas na medicina chinesa”, explica.
A fisioterapeuta que resolveu entrar na profissão por acaso, acabou se apaixonando por ela. 
“Fiz o curso por acaso, mas hoje afirmo que amo a profissão e descobri nela a importância de estudar e me especializar cada vez mais,, principalmente em fisiologia e anatomia, e com isso conhecer melhor os métodos de terapia manual. Todo o conhecimento adquirido como massoterapeuta me levou a buscar um aprofundamento maior, e hoje estou concluíndo o curso acadêmico de fisioterapia,”afirma.
 Em geral o curso de formação técnica tem duração entre 18 e 24 meses.  A carga horária mínima é de aproximadamente 1.200 horas. 

O Fluminense

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