quinta-feira, 17 de julho de 2014

Massagem para cólicas menstruais


Para aliviar a cólica indesejável de todo mês,
é muito comum que as mulheres recorram a populares alternativas terapêuticas não medicamentosas, como bolsa de água quente ou chás de ação anti-inflamatória e calmante. Contudo, além destas famosas terapias caseiras para o alívio da dor, ainda temos outras alternativas não tão populares assim. Uma delas é a massagem, um tratamento fisioterapêutico que pode aliviar e até mesmo acabar com a cólica menstrual¹.

O método se torna eficiente graças às diversas reações desencadeadas pelo toque. Uma resposta do organismo ao receber a massagem é a produção de substâncias que atuam como analgésicos naturais. Todo este processo começa com o terapeuta, que massageia o tecido daquela região afetada pela cólica¹. O movimento de vaivém das mãos estimula a pele e camadas mais profundas, e ativa os receptores nervosos, que produzem opiáceos. Os opiáceos, como a endorfina e a encefalina, atuam como analgésicos naturais que bloqueiam as mensagens de dor². Bloqueadas, essas mensagens não chegam até o cérebro e, consequentemente, a dor é minimizada ou não é percebida pelo organismo.

Além disso, outra consequência positiva da massoterapia é que o calor gerado pelo atrito entre mãos e corpo estimula a irrigação sanguínea da região massageada. Assim, a musculatura relaxa e o impacto das contrações uterinas diminui. Como resultado do tratamento, na maioria das vezes, temos a diminuição ou até mesmo o desaparecimento das fortes dores menstruais.

É importante lembrar que a massoterapia é um tratamento contínuo, que apresenta resultados principalmente a longo prazo¹. Por isso, quando a intenção é tratar a cólica e não apenas alcançar o alívio momentâneo, é fundamental que se dê continuidade às sessões com o acompanhamento de um profissional da saúde.


Referências:

1) REIS, C. A. A. S. O Efeito da massagem do tecido conjuntivo em mulheres com dismenorreia primária. 2005. 125 f. Dissertação (Mestrado em Tocoginecologia) - Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

2) DIOGO, H.; SILVA, J. O. Fisiologia da dor. Revista Multidisciplinar da Saúde. V. 1, N. 2,  2009. Disponível em: <http://www.anchieta.br/unianchieta/revistas/saudeemfoco/pdf/RevistaMultidisciplinardaSaude_02.pdf#page=23>. Acesso em: 18/03/2014.

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