sábado, 29 de novembro de 2014

Livro “O toque na psicoterapia: Massagem Biodinâmica”



Neste livro discutem-se as indicações e contraindicação do uso da massagem em um tratamento psicoterápico ou analítico, as bases teóricas que fundamentam sua utilização, a aplicação da massagem em diversos contextos específicos (por exemplo, em bebês e grávidas), elementos de história, filosofia e ética pertinentes ao tema, dentre outros aspectos. Apresenta-se ao leitor também um Manual de Massagens Biodinâmicas, com a descrição das técnicas mais utilizadas por esta abordagem.



Na grande maioria das profissões de cura, como a medicina, enfermagem, fisioterapia e outras, o contato físico entre o profissional e as pessoas que são atendidas é considerado normal e natural. O mesmo se pode dizer dos tratamentos e outras formas de cuidado que precederam o surgimento das bases científicas que hoje fundamentam as práticas no campo da saúde.
Como exceção, a psicoterapia é vista por muitos como algo incompatível com o toque. Em algumas abordagens há um verdadeiro tabu, segundo o qual o contato físico com o paciente constitui praticamente uma transgressão, um desvio da ética. Talvez isto se deva, pelo menos em parte, à visão que se consolidou nos últimos séculos que distingue a alma do corpo e enxerga os processos mentais como algo independente das atividades do organismo.
Na primeira metade do século 20, Wilhelm Reich lançou as bases da psicoterapia corporal, rompendo esse dualismo e propondo formas de intervenção nas quais os processos somáticos são vistos de forma integrada com as dinâmicas psíquicas. Nesta visão, o toque é um instrumento válido e útil no processo de psicoterapia.
A Psicologia Biodinâmica, uma abordagem neorreichiana, desenvolveu, aprimorou e sofisticou a utilização da massagem como parte de seu repertório terapêutico. Problemas e riscos existem quando se adota tal forma de intervenção. Mas o mesmo se pode dizer de uma cirurgia ou da proposta de entrar em contato com os porões do inconsciente. Ninguém pensa em banir o uso de antibióticos porque alguns pacientes tiveram efeitos colaterais ao ingeri-los. O que se exige é uma utilização criteriosa e ética de todos as formas de tratamento.
Organizadores do livro: Ricardo “Guará” Amaral Rego, Dinorah Poleto Porto, Dulce C. Amabis, Maria Forlani, Sandra Ferreira Martins.
Autores: Andrea de Arruda Botelho-Borges, Dilu Aldrighi, Dinorah Poleto Porto, Dulce C. Amabis, Eliana Pommé, Glória Cintra, Helen Guaresi, Maria Forlani, Ricardo “Guará” Amaral Rego, Rocilda Schenkman, Sandra Ferreira Martins e Sandra Milessi.

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