domingo, 15 de novembro de 2015

Intensidade, ritmo, plenitude e direção do toque na massagem



A intensidade do toque refere-se a pressão que está sendo utilizada. A técnica adotada pode ter intensidade nula, como no toque terapêutico, e pode também ser muito profunda, como na liberação miofacial ou na terapia neuromuscular, que necessitam de uma pressão intensa para que seus objetivos sejam alcançados.

Em técnicas como a Drenagem Linfática Manual a pressão é muito superficial, pois o sistema alvo da DLM são os capilares linfáticos do sistema linfático, que localizam-se superficialmente, logo abaixo da pele; e os gânglios linfáticos, que também podem ser sentidos (alguns) e alcançados com um leve toque dos dedos.

Dessa forma, facilmente podemos perceber que a pressão que deve ser exercida pelo terapeuta é determinada pela técnica a ser utilizada, e a técnica é escolhida de acordo com as queixas do cliente e com o objetivo da sessão. Convém ressaltar, que na terapia neuromuscular, miofacial e em outras onde se faz necessário uma maior profundidade do toque é importante também, observar e respeitar os limites do cliente, pois cada pessoa tem uma resistência diferente, e pode-se simplesmente não desejar ou suportar uma manobra mais intensa.

Nos casos de terapias corporais mais suaves, como a DLM ou a massagem relaxante por exemplo, pode haver sonolência, ou excitação sexual. No caso de sonolência deve-se respeitar o cliente, e na hora de despertá-lo, proceder com suavidade. Nos casos de excitação sexual, deve-se agir com naturalidade. Se a excitação sexual vier acompanhada por comportamentos inadequados do cliente, explique sobre até onde vai o seu trabalho, e se mesmo assim houver reincidência, simplesmente pare o atendimento, pois em momento nenhum o terapeuta corporal, ou qualquer outro profissional, precisa se sujeitar a condutas desrespeitosas do cliente.

O ritmo também é definido pela técnica, e pelo objetivo da sessão. Uma massagem desportiva não poderá ter o mesmo ritmo da drenagem linfática, pois seu objetivo é oxigenar, aumentando o fluxo sanguíneo nos músculos que serão recrutados, e aquecer a musculatura, preparando-a para a atividade, e depois, promover o relaxamento e alongamento das fibras, e novamente oxigenar a região. No caso da drenagem, o intuito é levar a linfa de volta aos capilares linfáticos, e posteriormente aos linfonodos, que se encarregarão do restante do processo circulatório; sendo a linfa um fluído viscoso, é necessário um ritmo lento, para sua correta captação e “arrastamento”.

Para uma massagem com finalidade de relaxamento emocional, também é necessário toques com ritmos mais lentos, para que seja transmitido carinho, e o cliente seja envolvido numa aura de proteção e segurança, e possa com isso aumentar sua percepção corpórea e imprimir em sua memória tátil sensações agradáveis. Uma massagem com ritmo desacelerado, irá promover essa sensação de “desaceleração” no cliente/paciente, e com isso um relaxamento mental e emocional profundo.

A plenitude do toque, refere-se ao quanto de área corporal uma manobra vai abranger. A definição da palavra plenitude no dicionário, é a condição daquilo que está completo, inteiro, que se apresenta em sua totalidade ou integralmente. Podemos, por exemplo dividir o corpo em áreas, e trabalhar essas áreas em sua sequência, como pés, pernas, coxas, etc; ou podemos trabalhar a perna inteira de uma só vez. 

O ponto importante para essa escolha é o objetivo da massagem, pois no caso de um relaxamento emocional completo e profundo, e aumento da consciência corporal, seria mais indicado um toque pleno. A plenitude também irá qualificar positivamente o seu trabalho, e ajudá-lo a ter uma percepção mais ampla do cliente; por exemplo, se ao trabalhar os pés, você o faz com precisão, tocando-o milimetricamente, isso dará a sua massagem uma qualidade superior, e ao massagista um maior poder de análise.

A direção, assim como todas as outras variáveis, é definida também pelo objetivo da massagem, mas de uma forma geral, ela é sempre feita na direção dos linfonodos estimulados na drenagem linfática manual, mesmo que durante a massagem sejam feitas manipulações em outras direções, ao final é importante finalizar com o direcionamento indicado acima. Diz-se que a massagem deve ser feita em direção ao coração, mas isso pode ficar confuso quando estamos trabalhando os pés e pernas, por exemplo. 


Quando o cliente/paciente possuir pressão alta é interessante começar o trabalho sempre pela cabeça, tanto em decúbito frontal, como dorsal. O inverso ocorre quando o cliente/paciente possuir sua pressão baixa, começa-se sempre pelos pés, porém, como é frequente encontrar clientes que não costumam aferir a pressão, ou nos fornecem respostas incompletas ou equivocadas sobre sua condição, é indicado que se inicie a terapia pelos pés, e quando a posição for trocada, começamos a partir da cabeça.





Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

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