quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aspectos gerais da história da massagem

Profª Renata Cardoso Baracho Lotti 
Disciplina: recursos terapêuticos manuais 
 

HISTÓRIA DA MASSAGEM 
 

Época Pré-histórica 
� Existe pouca evidência de que a massagem era praticada como uma arte curativa. 
� Qualidade instintiva para o uso das mãos num movimento de fricção e compressão → tanto 

calmante como confortante. 
� Muitas espécies de animais, especialmente os primatas, tinham comportamento de contato (coçar, 

cuidar dos pêlos). 
� Embora estas culturas antigas tenham pouca história registrada → pode-se afirmar que as técnicas 

de massagem faziam parte de sua “cultura médica”. 
� Achados antropológicos demonstram que os humanos pré-históricos eram capazes de praticar uma 

forma de medicina bastante sofisticada → trepanação. 
� Então como não acreditar que essa cultura tenha descoberto, muito tempo antes, os benefícios 

consideráveis e óbvios de atividades similares à massagem. 
 

História Antiga 
� O uso de técnicas de massagem manual em muitas culturas antigas está sobejamente registrado em 

documentos pictóricos e escritos. 
� Na época do Imperador Amarelo (Hwang Ti – morto em 2599 a.C.), foi escrito o grande tratado 

médico chinês (Nei Chang) → obra que contém descrições detalhadas de procedimentos 
semelhantes à massagem. 

� Dinastia Tang (619 – 907 d.C.) → reconhecidos quatro tipos de praticantes da medicina: médicos, 
massagistas, acupunturas, exorcistas. 

� Após a dinastia Sung (960 – 1279 d.C.) → prática da massagem declinou. 
� Índia antiga: massagem descrita em um dos primeiros dos grandes textos médicos → livros Ayur-

Veda da sabedoria (cerda de 1800 a. C.). 
� Gregos antigos utilizavam a massagem com objetivo de manter a saúde física e assegurar beleza 

duradoura. Eles foram responsáveis por dar à massagem tamanho grau de aceitação social e 
criaram as casas de banho sofisticadas com prática de exercícios, massagem, banhos. 

� Homero descreveu na Odisséia como os soldados “dilacerados pela guerra” eram massageados e 
que esse procedimento trazia de volta a saúde. 

� Hipócrates (460 – 360 a.C.) 
“...O médico deve ter experiência em muitas coisas, mas certamente em fricções; porque algo que 
recebe o mesmo nome não tem o mesmo efeito. Pois a fricção pode fixar uma articulação que esteja 
demasiadamente frouxa e pode afrouxar uma articulação que esteja demasiadamente enrijecida... no 
entanto a articulação deve ser mobilizada, não violentamente, mas até o ponto em que possa ser feito 
sem acarretar dor” (Johnson, 1866).  
� Os romanos herdaram a tradição da massagem dos gregos e utilizavam amplamente a prática em 

conjunto com banhos quentes. 
� Galeno foi provável responsável pela sobrevivência da massagem e dos tratamentos correlatos por 

muito tempo após a queda de Roma. E recomendava que os gladiadores devessem ter todo o corpo 
friccionado, até que suas peles ficassem vermelhas. 

� Uso da massagem continuou no início da Idade Média (conhecida como “Idade das Trevas”), com 
declínio na Europa e na Ásia. Nesta época foram abandonados muitos aspectos da cultura e prática 
antigas. 

História Moderna 
� Século XVI: alguns métodos mais antigos da prática médica voltaram a ser empregados. Houve 

avanços no estudo da anatomia e fisiologia que possibilitaram a maior compreensão acerca dos 
efeitos e usos de algumas dessas tradições mais antigas. 

� Ambroise Paré (1518 – 1590): levou em consideração e discutiu os efeitos da massagem. 
Interessado no uso da fricção e dos movimentos gerais da massagem para o tratamento de 
pacientes que haviam deslocado uma articulação. 

� Harvey (1628): descobriu a circulação sanguínea → aumentou a aceitação da massagem como 
medida terapêutica. 

� Considera-se que a era da massagem moderna teve início no começo do século XIX  
� Pehr Henrik Ling (1776 – 1839) → contribuiu para a mais famosa e duradoura influência para a 

massagem. Projetou um sistema que consistia de 4 tipos de ginástica: educacional, militar, 
medicinal e estética. 

� Muitas idéias originais de Ling perderam popularidade, mas seu trabalho continuou exercendo 
importante influência nos primeiros passos do desenvolvimento da fisioterapia como profissão. 

� A segunda Guerra Mundial presenciou o surgimento da fisioterapia, e a massagem considerada 
isoladamente passou a se tornar cada vez menos importante, à medida que outros modos de 
reabilitação iam se desenvolvendo. 

� Em 1943 surgiu a Chartered Society of Physiotherapy (CSP), e a profissão da fisioterapia se 
desenvolveu e se ramificou na maioria dos países de modo a suprir as necessidades específicas. E 
a massagem médica é empregada como parte de um plano terapêutico geral para alguns pacientes. 

� Com a fisioterapia a massagem evoluiu para muitos tipos de técnicas de mobilização manual. 
Assume a forma de grande variedade de manipulações tanto em tecidos moles como nas estruturas 
articulares. 

� Nos últimos anos surgiram, em muitos países, profissionais especificamente massagistas que 
utilizavam as técnicas de massagem para promoção de uma sensação geral de relaxamento e bem-
estar. Estas devem ser diferenciadas das técnicas de massagem médica, sobretudo a fisioterapia. 

� A massagem em pessoas basicamente saudáveis é uma “massagem recreacional” → o uso de 
diversas técnicas manuais que objetivam aliviar o estresse e promover o relaxamento e o bem-
estar geral em uma pessoa que não tem um problema de saúde definível. 

� Recreação: “promoção da saúde e repouso do espírito, mediante o relaxamento e o divertimento” 
� “Massagem terapêutica”: o uso de diversas técnicas manuais que objetivam promover o alívio do 

estresse ocasionando relaxamento, mobilizar estruturas variadas, aliviar a dor e diminuir o edema, 
prevenir a deformidade e promover a independência funcional em uma pessoa que tem um 
problema de saúde específico. 

� Terapêutico: “o que se refere à ciência e arte da cura”.

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