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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tratando doentes e não doenças


O entendimento dos conceitos de saúde e doença na Medicina Tradicional Chinesa é, no mínimo, interessante. A doença para nós sempre foi vista como algo que nos acometeu de repente, geralmente alguma coisa que veio “de fora”, totalmente independente da nossa vida cotidiana e da nossa vontade. Falando francamente, a doença ou qualquer sintoma nos vem como um obstáculo à nossa vida normal, ou seja, um estorvo, que deve ser eliminado o mais rápido possível para que então possamos voltar a fazer as mesmas coisas de antes.

”Quanto engano!”, nos diriam os sábios chineses antigos. Para eles, qualquer tipo de sintoma nos vem como um alerta, um aviso, um verdadeiro “amigo” que nos sopra ao ouvido que há alguma coisa errada em nosso ser total. Então, ao invés de simplesmente eliminá-lo, é preciso ouvir o que ele tem a nos dizer.
Sintomas: reflexos na superfície
Por que, diante de condições iguais, por exemplo uma exposição a um tempo frio, algumas pessoas começam a ficar com sintomas desagradáveis e outras não? E por que os sintomas mudam de uma pessoa para outra, se elas estiveram sujeitas às mesmas condições ambientais?

A resposta para esta questão está na resistência que a pessoa é capaz de impor à situação. A energia, o equilíbrio das funções internas é diferente de uma pessoa para outra, e uma vez que este equilíbrio seja rompido ou abalado, aí sim começam a aparecer os sintomas: uma tosse, uma dor na cabeça, calafrios, etc. Estes sintomas são diferentes de indivíduo para indivíduo… cada um tem suas armas para lutar, cada um tem seus próprios pontos fracos.

Os sintomas são um reflexo do organismo, da defesa energética, na tentativa de recuperar o balanço. Sinalizam sempre um desequilíbrio energético de base, mais profundo. Sintomas intensos nem sempre são ruins, eles podem representar a resposta de uma defesa interna forte, de uma luta na tentativa de expulsar os agentes patogênicos do corpo, que em medicina chinesa chamamos de “frio”, “calor”, “umidade”, “vento”, “segura” (diferentes qualidades de energia). Sintomas débeis podem indicar tanto um desequilíbrio não muito importante, como por outro lado podem estar indicando que o corpo está perdendo a capacidade de recuperar o equilíbrio perdido.

Comunhão com o todo
O ser humano está inserido no meio ambiente e responde às leis do Céu e da Terra. Portanto, necessita de constante adaptação. Não há como viver imune, isolado das energias externas que incidem sobre nós. Mas há como aprender a sustentar o equilíbrio interno para que a capacidade de resistência às constantes mudanças do meio fique eficiente.

Este raciocínio serve não só para os sintomas físicos, mas também os psicológicos. Não é possível viver à parte das inúmeras situações que nos geram angústia, desconforto, tristeza, raiva… Mas é possível mudar nossa atitude e com isso preservar o espírito e manter a harmonia interna.

A saúde, entendida deste modo, não é somente não ficar doente. É também ter a capacidade de ficar doente e se recuperar, ou seja, recuperar o equilíbrio energético, de modo que os sintomas desapareçam.

Tratando pessoas
Deste modo, na Medicina Tradicional Chinesa, não se tratam “doenças”. Acima de tudo se tratam “doentes”: organismos que por algum motivo estão “fora do eixo”, e precisam buscar um novo ponto de equilíbrio. Para isso é necessário não apenas eliminar os sintomas, mas entendê-los, escutá-los com atenção e tomar a responsabilidade de efetuar mudanças na vida cotidiana.

Pequenos ajustes podem fazer grandes diferenças, e estas medidas são sempre individuais. Não existem fórmulas mágicas e receitas gerais: “A mesma resposta não é necessariamente verdadeira em todas as situações. A verdade da vida é sempre mutante” (Tsai Chih Chung).

Oscilar é natural num mundo em constante mutação. O ser que não oscila, não é saudável. É importante que cada pessoa encontre o seu próprio ritmo.


Texto interessante que encontrei no blog da Analyce Claudino

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Alterações de energia no corpo diminuem a qualidade de vida




"A massagem é entrar em sincronia com a energia do corpo de alguém e sentir onde ela esta faltando, sentir onde o corpo esta fragmentado e torna-lo completo...é ajudar a energia do corpo de modo que ela não seja mais fragmentada, não mais contraditória. Quando as energias do corpo estão alinhadas e se tornaram uma orquestra, então você teve sucesso. Assim tenha muito cuidado com um corpo humano. Ele é o verdadeiro santuário de Deus,o templo de Deus."

Osho



Conhecer o nosso Qi é vital para a nossa saúde


A palavra energia vem do latim "energia" e do grego "energeia" ou "energos", que significa atividade, operação ou trabalho. Em senso comum a palavra energia associa-se normalmente à capacidade de executar um trabalho ou realizar uma ação. Apesar de essa explicação ser simplista, a ciência não se mostra capaz de definir esse termo, ao menos como um tema independente. Só existem, além da energia radiante, duas formas de energia armazenadas em um sistema: potencial e cinética.


Potencial: Forma de energia que se encontra em um determinado sistema e que pode ser utilizada a qualquer momento para realizar trabalho. A energia nuclear, é um exemplo de energia potencial, dado que consiste em energia que esta armazenada.

Cinética: Forma de energia que esta associada à movimentação dos corpos, ou seja, é a energia que um corpo possui em virtude de ele estar em movimento.

As energias, potencial e cinética, por sua vez recebem nomes específicos que fazem referência ao sistema envolvido, exemplo: energia hidráulica, energia elétrica, energia nuclear, energia térmica, etc.

O corpo humano possui energia potencial, pois armazena fontes de reserva para a realização de um trabalho (ATP - Trifosfato de adenosina, armazena energia proveniente da respiração celular). Quando o corpo precisa transformar sua energia potencial em cinética as moléculas de ATP são quebradas e transformadas em ADP (Difosfato de adenosina) e esse processo libera a energia que o corpo necessita.

Dentro da filosofia e medicina tradicional chinesa, o Qi (se pronuncia Tchi) é estudado como energia. Na verdade energia é a tradução mais próxima para o significado do Qi. O ideograma do Qi é a junção dos ideogramas "vapor" e "arroz", indicando que ele pode ser tão rarefeito quanto o vapor e tão denso quanto o arroz e seguindo a mesma linha de raciocínio que a física, a representação do Qi pode ser entendida também como energia potencial (arroz) e a energia cinética (vapor).

A dualidade das energias potencial e cinética, representadas pelo ideograma do Qi é visualizada facilmente pelo símbolo do "Tai Ji", que representa o Yin e o Yang. Só vale lembrar o que Yin e o Yang não representam somente a energia, mas sim todas as dualidades do mundo que se completam (dia e noite, feminino e masculino, alto e baixo etc). No corpo humano, o Qi é a energia que nutre todos os "Zang-Fu" (Orgãos e Vísceras) e dependendo do sistema envolvido, o ele tem especificações diferenciadas. Segue alguns exemplos:

"Wei Qi" - Energia de Defesa.
"Gu Qi" - Energia dos Alimentos.
"Yong Qi" - Energia de Nutrição.
"Zhong Qi" - Energia do Tórax.
"Kong Qi" - Qi do Ar.
'Yuan Qi" - Qi Original.

Tanto na Medicina Tradicional Chinesa e na física, o conceito de energia é vago quando não contextualizado. Não se contente com explicações apelando para o "folk" místico das terapias "holísticas" (termo que também é muito mal usado quando fora de um escopo), afinal é a saúde do seu corpo que esta em jogo. Condições energéticas fazem parte do processo de harmonia / desarmonia corporal, porém é dever do terapeuta contextualizar o problema e explicar com fundamentação o seu trabalho para seus clientes.

Imaginemos o seguinte caso, um cliente vem reclamando de cansaço e peso nas pernas. Qual explicação é a mais coerente? "Ah, você anda muito carregado ultimamente, sua energia não anda muito boa..." ou "Seu desgaste físico e emocional, principalmente excesso de preocupações, estão desgastando o Qi do seu baço, que dentre suas diversas funções é manter a estrutura muscular firme. Vamos fazer um tratamento para restabelecer o fluxo de Qi no meridiano do baço, mas é também importante que você reorganize a sua rotina e alimentação para que os benefícios sejam duradouros".

Tente, sempre ao procurar um profissional, encontrar essas diferenças na abordagem do problema. Fazendo isso, e conhecendo um pouco mais os conceitos de energia e Qi, você poderá tem um ganho significativo em sua qualidade de vida.


Texto do massoterapeuta Paulo Ricardo da Costa Silva

domingo, 19 de dezembro de 2010

As águas que fluem pelo corpo


Manual ou automático?

Ao menos uma vez você já deve ter ouvido falar em bomba d´água. Aquelas bombas movidas à energia elétrica que puxam água de poços ou algo do gênero.

Antigamente, essas bombas eram utilizadas para o fornecimento de água em residências; elas ainda existem em sítios e fazendas ou casa que não possuam água encanada fornecida pela prefeitura. Ligadas de forma automática a uma bóia que, quando o nível da água do reservatório está muito baixo, é acionada e começa a bombear até que o reservatório esteja pleno novamente, o mesmo sistema automático que liga a bomba, agora a faz desligar-se.

Este é um funcionamento contínuo que não necessita a interferência humana. Basta baixar o nível da água para que a bomba passe a funcionar.

Pois bem, se no entanto o fornecimento de energia elétrica for interrompido, por falta de pagamento, por exemplo, bomba não irá funcionar e a água não será levada ao reservatório a menos que usemos nossa própria energia e façamos a bomba funcionar de forma manual através de uma manivela ou algo parecido. Assim, todas as vezes que faltar água, teremos de bombear manualmente e ainda não contaremos com sistema automático que nos avisa quando o reservatório está com o nível baixo. Só notaremos que é preciso bombear quando não mais sair água pela torneira.

De forma alegórica, podemos dizer que o corpo humano possui alguma coisa parecida com isso.

As glândulas linfáticas bombeiam, drenam a água que está dispersa pelo corpo e a conduz para que seja filtrada pelos rins e eliminada pela bexiga na forma de urina, essa água faz como que uma "lavagem", limpeza em nosso corpo levando consigo todas as impurezas, tudo o que tem de ser eliminado de nosso sangue.

Através da drenagem linfática, as glândulas que não estão funcionando a contento, estão “preguiçosas” ou que por algum motivo qualquer não estejam drenando as "água", são estimuladas mecanicamente por manipulações na pela, uma vez que estas glândulas ficam bem próximas da superfície.

Esse procedimento é o mesmo que bombearmos a água manualmente para o reservatório, solucionará o problema da falta de água, mas precisaremos fazer isso constantemente. A solução final é religarmos a energia elétrica para que a bomba passe a funcionar automaticamente, sem a necessidade de interferência externa.

No caso das glândulas linfáticas, é preciso que façamos com que elas funcionem em sintonia com todo o sistema de movimentação e eliminação de água promovida pelos Rins.


Pela medicina Oriental, há um sistema de circulação das “águas” (o líquido linfático) no corpo humano que é comando por uma movimentação de energia chamado Triplo-aquecedor. Este sistema de Movimento Energético, chamado simbolicamente de Fogo, faz com que as “águas” se movimentem continuamente filtrando o sangue e levando as impurezas para serem eliminadas pelos rins.

Estão ligados ao sistema linfático, o Timo que é produtor de linfócitos "T"; o Baço que é o maior órgão linfático a partir da sua função de produzir linfócitos e remover hemácias em degeneração, sendo um importante órgão de defesa; as amídalas e nódulos que se diferenciam por um ser tecido linfóide permanente e outro temporário, só aparecendo dependendo de estímulos antigênicos.

A circulação linfática, na verdade, se faz com ajuda dos movimentos musculares e respiratórios, pois não possuem uma bomba (a citação acima é forma alegórica) como é o caso do coração. Os vasos linfáticos estão situados logo abaixo da pele e por todo o corpo. A falta de atividade física pode comprometer essa circulação causando, por exemplo, inchaço nas pernas em quem que fica sentado por muito tempo. As conseqüências mais comuns da deficiência de circulação linfática são celulite, acne, quelóides, estrias, envelhecimento precoce e edemas e geral.

Nos processos cirúrgicos como o esvaziamento axilar, como conseqüência das mastectomias e cirurgias plásticas também são fatores de acúmulo de linfa, resultando em edemas.

Portanto, a massagem faz com que as glândulas Linfáticas funcionem e eliminem os líquidos acumulados, porém para que elas passem a funcionar corretamente e de forma “automática” é preciso que se faça a “ligação” com o sistema de ativação do corpo por meio de um tratamento adequado e completo. Assim, funcionando em sintonia com os órgãos citados, não precisarão de ajuda externa para que estejam sempre ativas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Gua Sha ( Medicina Tradicional Chinesa)

Com origem na pré-história, nomeadamente em comunidades indígenas que tinham por hábito ou instinto esfregar o corpo para aliviar sintomas de dor, a Guasha é uma das técnicas mais comuns na Medicina Tradicional Chinesa.

A palavra traduzida à letra significa raspar e na prática o processo terapêutico consiste em raspar a pele, com um objeto especial, tais como um chifre ou pedaço de pedra de jade - este último instrumento é mais comum.

Nos tratamentos é colocado um óleo especial sobre ao corpo, na zona de tratamento. A pele é raspada até se apresentar vermelha. É curioso referir que as áreas que têm desordens começam a apresentar, além da vermelhidão exterior, uma pigmentação mais profunda como se tratasse de sangue pisado.

Esta "hemorragia interna" é, de acordo com a MTC, sinónimo de estagnação dos fluidos vitais e da energia dos Meridianos. Mas graças ao óleo utilizado, o paciente não sente dor durante ou depois do tratamento. Aliás, sente até alívio, uma vez que a Guasha tem por objetivo normalizar o fluxo energético e consequentemente curar e aliviar dores.

Por seu turno, a pele não fica lesada e a pigmentação desaparece dentro de poucos dias, sem deixar vestígios.

Os fantásticos efeitos da Guasha devem-se à sua atuação simultânea na pele, dos tecidos conjuntivos, do sistema linfático, do Meridianos, nos músculos, nos vasos sanguíneos e, por último, nos órgãos internos.

Na verdade o simples gesto de raspar tem efeitos tão benéficos como a massagem, a moxabustão, a drenagem linfática o terapias de oxigenação e estimulação do sistema imunológico!

A lista de doenças passíveis de serem tratadas é vasta.
Destaque-se o reumatismo, as enxaquecas, fadiga crónica, dores nas costas e região cervical, ciática, problemas digestivos, asma, desordens metabólicas, angina de peito, hipertensão, deficiências do sistema imunológico, etc.


A medicina tradicional chinesa (MTC), também conhecida como medicina chinesa (em chinês 中醫, zhōngyī xué, ou 中藥學, zhōngyaò xué), é a denominação usualmente dada ao conjunto de práticas de medicina tradicional em uso na China, desenvolvidas ao longo dos milhares de anos de sua história.

É considerada uma das mais antigas formas de medicina oriental, termo que engloba também as outras medicinas da Ásia, como os sistemas médicos tradicionais do Japão, da Coreia, do Tibete e da Mongólia.

A MTC se fundamenta numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza filosófica. Ela inclui entre seus princípios o estudo da relação de yin/yang, da teoria dos cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos meridianos do corpo humano.

Tendo como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano e sua interação com o ambiente segundo os ciclos da natureza, procura aplicar esta compreensão tanto ao tratamento das doenças quanto à manutenção da saúde através de diversos métodos.

Técnicas terapeuticas da MTC

São sete os principais métodos de tratamento da medicina tradicional chinesa:

1. Tui Na ou Tuiná (推拿)
2. Acupuntura (針疚)
3. Moxabustão (艾炙)
4. Ventosaterapia (拔罐)
5. Fitoterapia chinesa (中药)
6. Terapia alimentar chinesa (食療) ou dietoterapia chinesa
7. Práticas físicas: exercícios integrados a prática de meditação relacionadas à respiração e à circulação da energia, como o qi gong (氣功), o Tai ji quan (太極拳) e outras artes marciais chinesas internas que podem contribuir para o reequilibrio do organismo. Estas práticas são consideradas simultaneamente métodos profiláticos para a manutenção da saúde e formas de intervenção para recuperá-la. Práticas como o Zhan Zhuang (站椿), o Baduanjin (八段锦) e o Lian gong (练功)são realizadas atualmente fora do contexto das artes marciais.

A medicina tradicional chinesa utiliza a fitoterapia e outros medicamentos como seu último recurso para combater os problemas de saúde.

Segundo sua crença básica, o corpo humano dispõe de um sistema sofisticado para localizar as doenças e direcionar energia e recursos para curar os problemas por si mesmo.

O objetivo dos esforços externos deveria se focar em cuidadosamente auxiliar as funções de auto cura do corpo humano, sem interferir. Refletindo esta mesma ideia, um ditado chinês diz que "qualquer remédio tem 30% de ingredientes venenosos".

Atualmente, a medicina tradicional chinesa está progressivamente incorporando técnicas e teorias da medicina ocidental em sua práxis, em especial os tipos de exames sem características invasivas.

Outras técnicas associadas a estes métodos

* Gua Sha ou "esfregar moedas" (刮痧), técnica associada ao Tui Na.
* Auriculopuntura (耳燭療法), especialidade da acupuntura.

Diagnostico
Os aspectos básicos a considerar em um diagnóstico pela MTC são:

* observar (望 wàng),
* ouvir e cheirar (聞 wén),
* perguntar sobre o histórico do paciente (問 wèn),
* palpar o pulso, tórax e abdome, várias partes do corpo, os canais e os pontos (切 qiè).

A partir das informações reunidas desta forma pelo terapeuta, é elaborado um diagnóstico usando como referência um sistema para classificar os sintomas apresentados.

Este sistema se fundamenta no conhecimento dos seguintes princípios teóricos:

* A relação de Yin/Yang
* A Teoria dos Cinco Elementos
* Os oito princípios do Ba Gua
* A teoria dos órgãos Zang Fu
* Os Meridianos de energia
* Os Seis níveis
* Os Quatro estágios
* O Triplo aquecedor


Técnicas de diagnóstico

* Tomada do pulso da artéria radial do paciente em seis posições distintas para avaliar o fluxo de energia em cada meridiano.
* Observação da face do paciente.
* Observação da aparência dos olhos do paciente.
* Observação da aparência da língua do paciente.
* Observação superficial da orelha.
* Observação do som da voz do paciente.
* Palpação do corpo do paciente, especialmente do abdômen.
* Comparações da temperatura em diferentes partes do corpo do paciente.
* Observação da veia do dedo indicador em crianças pequenas.
* Tudo mais que possa ser observado sem instrumentos e sem ferir o paciente, como uma conversa levantando seu histórico de saúde e suas queixas atuais.

Para trabalhar com os sistemas de diagnósticos da MTC é preciso desenvolver a habilidade de observar aparências sutis, observar o que está bem a nossa frente mas escapa da observação da maioria das pessoas.

Na China atual, cada vez mais o diagnóstico pela MTC interage com métodos de diagnóstico ocidentais, direcionando-se gradualmente para uma total integração entre os dois sistemas. Frequentemente os praticantes combinam os dois sistemas para avaliar o que acontece com seu paciente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Zen Shiatsu


O Zen Shiatsu, também conhecido como "Terapia Masunaga", é uma forma de Shiatsu dos Meridianos.

O Shiatsu dos Meridianos, que em si mesmo é uma forma de Shiatsu, utiliza a teoria dos meridianos da Medicina Tradicional Chinesa que foi introduzida no Japão oriunda da China.

Através do toque manual simples no corpo do paciente, os praticantes do Shiatsu dos Meridianos procuram atingir transformações profundas. A diferença entre o Zen Shiatsu de Masunaga e outras formas anteriores de Shiatsu é que o Zen Shiatsu utiliza não só os polegares e as palmas das mãos, como também os punhos, cotovelos e os joelhos.
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